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quinta-feira, 27 de março de 2014

Literatura... quem é o autor?

É muito comum lermos uma história e esquecermos de mencionar o autor... às vezes apenas verbalizamos o nome do mesmo sem dar devida importância...

Depois de participar de uma palestra com a professora Regina Maria Braga, sobre "A literatura infantil e a ludicidade", tive uma ideia para trabalhar a autora Eva Furnari, do paradidático que adotamos para o 1o. semestre.

Já havia apresentado informalmente a autora para eles por meio do site dela, uns quinze dias atrás.

Para aula de hoje, escrevi em papeizinhos uma palavra retirada da biografia dela, por exemplo:

Itália, Roma, 15, novembro, 1948, Universidade de SP, Arquitetura, Urbanismo, coleções, Truks, bruxinha, Felpo Silva, desenhista, 60, etc...

Antes dos alunos entrarem na sala, colei os papéis nas costas da cadeira de cada aluno, de maneira que o aluno que senta atrás pudesse ler a palavra.

Os alunos entraram na sala e imediatamente começaram a ler as palavras. Me questionaram o que significava. Não dei importância e disse não não sabia do que se tratava.

Várias vezes, durante a aula, percebi-os curiosos indagando sobre o que seriam os papéis...

Já no final do dia, questionei o que eles achavam que eram os papéis. Cada aluno se manisfestou com suas ideias.

Então eu disse que possivelmente era uma atividade da turma da manhã e que com certeza eles estariam estudando alguma pessoa.

Foram muitas as sugestões... o nome Felpo Silva, que é um livro, confundiu um pouco, pois eles acharam que era a pessoa pesquisada...

Não dei mais pistas... fui somente instigando-as a chegar na Eva Furnari... até que um deles, mencionou que Eva Furnari era escritora, aí o resto todo veio a tona...

Em seguida, com as informações que tínhamos, escrevemos frases montando a biografia da autora coletivamente.

Sucesso total!! Eles adoraram... sentiram-se como se tivessem desvendado um mistério...

site da autora: http://www.bibliotecaevafurnari.com.br/

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Contando histórias para encantar



Recentemente participei de um curso muito legal com o autor João Luiz do Couto, autor de Pitico, o menino que aprendeu a voar, e outros livros.  


Sou apaixonada por contação de história e gostei muito do curso ministrado pelo autor. Ele realmente ama o que faz. 


Assim, deixo aqui, um pouco do que aprendi com ele no curso oferecido no Sieeesp. www.sieeesp.org.br/



João Luiz do Couto é Mato-grossense, radicado em São Paulo desde 1996. 


É formado em Educação Física. Pós-graduado em Treinamento Físico Desportivo. 


Atualmente dedica-se a contar histórias para as crianças, a realizar oficinas pedagógicas e a fabricar brinquedos educativos. 






Ante de iniciar uma contação, é preciso aquecer a voz, prepará-la para a narração. Para isso, João Couto propõe alguns exercícios os quais ajudam nesse aquecimento. Esse aquecimento também pode ser feito junto com a plateia cantando algumas músicas.



  • Importante saber:
  1. O que contar?
  2. Como contar?
  3. Por que contar?
  4. Pra quem contar?
  5. Onde contar?
Avalie o gosto do seu público antecipadamente. Avalie o local e os objetivos a serem atingidos com a história. Escolha entre os diversos estilos literários.



Contar é diferente de ler! Ambas são técnicas as quais devem ser adequadas ao público. Seguem algumas técnicas:



  • simples narrativa: o contador utiliza sua voz e corpo. A voz deve ser clara, acolhedora com alternância de entonação, interpretando o texto e não simplesmente o lê;
  • com objetos: os objetos tem como finalidade estimular a criação de imagens na mente de quem ouve a história, estimulam os sentidos;
  • encenação: o contador vivencia a história como personagem, ora ele narra, ora ele participa da história, representando as falas, por exemplo.
  • misto de técnicas: o contador utiliza de todas a técnicas anteriores.


O autor ressalta que, os gestos do contador não devem ser exagerados. Todo exagero é prejudicial, é poluição. "Se teus gestos chamam a atenção do telespectador, eles estão atrapalhando sua história" (Beto Montenegro / Diretor de teatro)


Os gestos e os movimentos devem ser discretos, contribuindo com a narração. Quando são exagerados desviam a atenção do telespectador.


Momentos da narração


A narração se divide em algumas partes:



  • preparação da plateia: conquiste a plateia, busque sua concentração, para isso, cante algumas músicas, faça a plateia contar com você;
  • introdução: não vá direto a história, conte alguns contos para aquecer seu público;
  • desenvolvimento: introduza a história escolhida:
  • fechamento.
Dicas do autor:



  • crie seu repertório, leia bastante, ouça histórias contadas por outros contadores, descubra seu estilo;
  • confeccione adereços, elabore um figurino, transforme-se, vista-se diferente na apresentação;
  • deixe de lado sua representação de professora, torne-se um personagem. Voz de professora é muito chata.
  • crie um baú ou uma mala com objetos que poderão ser utilizados durante a narração.
Algumas obras sugeridas pelo autor:


   

  • Toinha dos Inhamuns - Andreia de Souza
  • A minhoca dondoca - Ivani Magalhães
  • Pitico, o menino que aprendeu a voar - João Luiz do Couto
  • Branca de neve e a redação - Marcelo Smeets / Sergio Simka
  • Galinda, uma mãe especial - Vanessa Meriqui
  • Mágica na loja de tintas - Vanessa Meriqui
  • Maria Eduarda, a menina que devorou o mundo - Vanessa Meriqui
  • Essa história eu conto assim - João Luiz do Couto (organizador)
Blog do autor: joaoluizdocouto.blogspot.com/ 











quarta-feira, 27 de junho de 2012

Portfólio - Projeto de leitura - Nós - Eva Furnari

Trabalhar com Eva Furnari é tudo de bom!
O projeto está chegando ao final e eu já estou ficando com saudades...


As crianças adoraram a Mel e suas borboletas. Foi muito produtivo. Amanhã vamos construir a árvore das borboletas, depois postarei as fotos.


Seguem as atividades do portfólio.


1a. página:


Desenho livre da história.


2a. página:


Desenhar e escrever o trecho favorito da história.


3a. página:


Escrita da biografia da autora.


4a. página:


lista de algumas obra de Eva Furnari


5a. página:


Resumo coletivo da história. (ou individual, dependendo do ritmo da turma)


6a. página:


Personagens da história - desenhar e escrever as característica dos personagens Mel e Kiko.


7a., 8a. e 9a. páginas:


Interpretação da história:



“Mel não sabia que havia tantas coisas para conhecer fora de sua cidade.
Foram precisos sete nós para que ela se aventurasse.”




  1. Qual o nome da cidade onde Mel morava?



  1. O que tornava Mel diferente das pessoas que moravam na cidade?




  1. “Os moradores achavam muita graça naquilo e se divertiam:” O que as pessoas falavam sobre Mel?

(      ) Falavam que ela era muito feia e estranha.
(      ) Chamavam-na de “repolho repolhudo” e diziam que ela havia nascido num repolho mofado.
(      ) Diziam que ela não deveria se importar com o que os outros diziam.

  1. Mel se sentia muito magoada com tudo o que os outros diziam dela. Leia o trecho abaixo em seguida, responda:

“Um dia, porém, foi diferente. Em vez de querer chorar, Mel sentiu o dedinho repuxando. Estranhou: Ué, que esquisito...”
a)    O que estava acontecendo com Mel?




b)    Quando aparecia os “nós” na personagem?





5.    Faça um desenho representando os lugares onde os “nós” apareceram:


 
 



















6.    Depois de muito pensar e até quase dar “nós” no pensamento, Mel decidiu ir embora. Faça um desenho representando o disfarce utilizado por ela:

 
 

                                                                                                                                          
  
7.    Em sua busca por um novo lugar, Mel encontrou uma vaca e tentou dialogar com ela, mas deu não muito certo. Por quê?




  1. O que a menina fez para fugir da vaca?


(     ) Se escondeu atrás de uma árvore.
(     ) Procurou abrigo em uma casa.
(     ) Pulou em um lago e nadou muito.
(     ) Começou a chorar.


  1. Assim que chegou do outro lado da margem do lago, Mel encontrou um garoto. Marque (V) para verdadeiro e (F) para falso:

(     ) Mel estava cansada e deitou-se na grama.
(     ) A vaca malhada apareceu ao seu lado.
(     ) Mel estava de volta em Pamonhas.
(     ) Um garoto estava parado diante da menina.
(     ) Mel sorriu para o menino.
(     ) O menino chamou Mel de “repolho repolhudo”.
(     ) Kiko tratou Mel com carinho.

  1.  Assustada, Mel tentou fugir. Faça um desenho e escreva uma frase representando o que aconteceu:

 
 
  




  1.  A menina percebeu que Kiko também tinha “nós” e que ele nem se importava com isso. Para onde eles foram e o que Kiko ensinou a Mel?







11a. página:

Questões de opinião própria:

“Mel tinha algo diferente; onde quer que ela fosse, estava sempre rodeada de borboletas.”

  1. O que as borboletas significavam na vida da menina?




  1. Por que Mel começou a ter “nós” pelo corpo?




  1. Ao encontrar Kiko, a vida de Mel mudou. Por quê?







  1. Quais são suas borboletas e seus “nós”? Represente por meio de desenhos ou por palavras:

Borboletas
Nós




















domingo, 8 de abril de 2012

Monteiro Lobato






Obs.: Não consegui arrumar a numeração dos exercícios.


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Contos de Fadas

A importância dos contos de fadas

A maçã envenenada da Branca de Neve é tentadoramente vermelha.
Como cheira o pão quentinho da Galinha Ruiva!
Que medo deve sentir o ratinho entre as garras do leão.
O vestido de Cinderela brilha como as estrelas...

Histórias não são feitas apenas de palavras: têm peso, cor, sabor, têm detalhes que não cabem nos limites do texto, mas são tão importantes quanto as narrativas que vêm se repetindo há séculos.

Histórias são pontes; são laços entre o narrador e o ouvinte, entre o real e o imaginário, entre o passado, o presente e o futuro; são elos que se constroem e reconstroem entre seres humanos, em um processo sem fim.

Partir desse princípio não é apenas uma forma poética de realçar a importância das narrativas fantásticas, das fábulas e de todas as histórias que povoam o universo infantil.
Normalmente, quando os adultos lêem as fábulas ou mesmo quando tentam interpretá-las, sobressaem os aspectos "pedagógicos" que estão na origem dessas narrativas.
Quando não existiam escolas, imprensa, quando os livros eram copiados à mão e o mundo era ainda um enorme continente inexplorado, essas histórias representavam um caminho para a educação de valores, posturas de vida, costumes.

Esse é um dos motivos pelos quais as fábulas são maniqueístas e moralistas. Falam do bem e do mal, do certo e do errado, do justo e do injusto, da união e da desunião, do medo e da coragem. Tanto que não eram dirigidas às crianças, mas especialmente aos adultos - daí o tom até assustador que assumem nas versões originais.
Mas, não faz sentido, nos tempos de hoje, tratar as histórias de fadas como se fazia na Idade Média. Não é esse mundo cheio de certos e errados que magnetiza as crianças (e os adultos). É, sim, a sua riqueza imaginativa, a sua base de sonhos e de possibilidades que leva os humanos para muito além de seu cotidiano. Quem não queria possuir uma bota de sete léguas, ou encontrar príncipes encantados? Quem não queria ter uma varinha de condão?

As histórias são catalisadores da imaginação sem fronteiras que caracteriza a infância.

Em um mundo marcado pelo lazer passivo da televisão, pela imobilidade dos apartamentos, pelas ruas apinhadas de carros, as histórias de fadas são um passaporte livre para o mundo da criança e para todos os processos formativos típicos da idade - a formação da personalidade, a construção de regras e valores, o desenvolvimento cognitivo, motor e sócio emocional.

É aqui que entra a Escola.

Nosso papel não é o de inventar histórias, não é instrumentalizá-las como itens do currículo, nem tornar obrigatório um prazer tão natural.
Ao contrário, nosso papel é mergulhar no fundo da fantasia, junto com as crianças, construindo permanentemente paralelos com a vida de cada um.

Voltamos ao começo desse texto. As histórias têm cheiros, cores, sabores, densidades. As histórias não são apenas processos mentais de intelecção, mas uma fábrica de sentidos e experiências.

Vamos forçar um pouco a memória: quem de nós nunca quis saber o que ia dentro da cesta de Chapeuzinho Vermelho? Pois então, vamos para a cozinha preparar esses quitutes.
Que tal passear na fazenda da Galinha Ruiva? 



Cada momento, cada detalhe ganha uma leitura especial e diferenciada. Ou melhor, a cada leitura, a história, como um prisma, ganha novas cores. Quem conta, reconta... faz de conta.

O que as crianças aprenderão? Não há limites. Cada narrativa leva a mundos diferentes, embora tenham um substrato comum. Daí a construção de um mapa contextual para cada conto escolhido, que levem em conta os itens a seguir.

• Possibilitar a apreensão das características dos diferentes portadores de texto, ou de um gênero literário escolhido, pré-determinado, com as linguagens usualmente utilizadas e expressões que se repetem nas diferentes histórias;
• Produzir textos com significado, mesmo sem o domínio da escrita convencional;
• Desenvolver o interesse pela leitura ou por ouvir os diferentes gêneros literários;
• Desenvolver a capacidade de recontar e reescrever o conto, recuperando a sequência lógico-temporal dos acontecimentos;
• Realizar a revisão de textos, por meio da releitura de cada parte do texto escrito e da elaboração de rascunhos, promovendo a articulação das partes com o todo, a fim de planejar o que falta ser escrito para complementação do texto,
• Planejar e executar tarefas em grupo, valorizando este tipo de aprendizado;
• Utilizar curva melódica adequada, durante a leitura em voz alta, propiciando a compreensão da história, através do respeito à pontuação presente no texto.
Atividades de música e educação física, vivências apresentadas nos jogos dramáticos, que levarão os alunos a criar situações imaginárias e encenações representativas;
• A exploração de todas as dimensões artísticas;
A aprendizado e o exercício da língua oral e escrita, conforme a faixa etária.
A compreensão de conceitos nas áreas de Ciências e Matemática, entre outras aprendizagens;
• O uso de diversos recursos. Alguns dos contos apresentados favorecerão, também, o acesso aos computadores e outros recursos tecnológicos;
O trabalho com a linguagem e a comunicação. Os alunos possivelmente irão se familiarizar com livros, filmes e situações que requerem o uso da linguagem oral e escrita;
• Atividades de exploração sensorial, todo o tempo.

Vivendo as histórias, convivendo com os personagens e suas aventuras, seus sentimentos, as crianças serão convidadas para um aprendizado prazeroso e significativo.

As histórias trazem saberes e experiências acumuladas por várias gerações. Oferecem exemplos de modelos e papéis que, desde a infância, facilitam nossa relação com o mundo. Levam-nos a experimentar as emoções, a "treinar" posturas, a nos identificar com personagens e situações, a sonhar coisas melhores do que temos e a perceber que tudo também poderia ser pior.

 

“Contos de fadas, histórias de bichos e fábulas são uma porta de entrada para o mundo da fantasia, e, como podem ver, também uma porta de saída para a vida real."






Fonte: Blog Espaço Educar



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

R de receita

domingo, 18 de setembro de 2011

Filhos são do mundo

FILHOS SÃO DO MUNDO

por José Saramago

Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até de nossas ordens. A partir de certa idade, só valem conselhos.

Especialistas ensinaram-nos a acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na barriga.

E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.

Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo!

Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo!
Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são do mundo!

Volto para casa ao fim do plantão,início de férias, mais tempo para os fllhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor...

É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas 'crias', que mesmo sendo 'emprestadas' são a maior parte de nós !!!


"A vida é breve, mas cabe nela muito mais do que somos capazes de viver
"


 Fonte:

http://dibnasletras.blogspot.com/2011/03/filhos-sao-do-mundo_23.html?spref=fb

domingo, 11 de setembro de 2011

Por que é importante escrever bem?

Por que é importante escrever bem?

A escrita é fundamental para o trabalho e o dia a dia. Veja os benefícios que escrever sempre traz para você e para o seu filho


13/05/2010 18:07
Texto Ju Bernardino
Educar
Foto: Dreamstime
Foto: Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada
Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada
Desde que o homem começou a organizar o pensamento por meio de registros, a escrita foi se desenvolvendo e ganhando extrema relevância nas relações sociais, na difusão de ideias e informações. Como diz o jornalista Roberto Pompeu de Toledo, ela até ficou ameaçada com o advindo do telefone, da televisão e do cinema, mas logo recuperou sua força. "O que aconteceu com a expressão escrita é uma coisa curiosa. Ela parecia agonizante. Eis que surge a internet, e-mail, o blog, o twitter, e a escrita recupera-se do estado agônico de modo inesperado e espetacular. Quem insiste em prescindir dela está fora do mundo", opina o jornalista e colunista da revista Veja. "Nem é preciso que pais, ou professores, venham a incentivar os alunos. O aparato tecnológico que os cerca fala por si".

Tanto é verdade que inúmeros órgãos e movimentos ligados à Educação, assim como o MEC, vêm desenvolvendo ações cuja finalidade é a formação de jovens e crianças com capacidade para usar a escrita (e a leitura, obviamente) nas mais diversas práticas sociais, com autonomia!
O Instituto Ecofuturo é um caso assim: criou um concurso de redação destinado a estudantes de escolas públicas e privadas, que visa, por meio da escrita, estimular a manifestação da criatividade e a autoexpressão. Na sexta e última edição do concurso, mais de 30 mil redações foram recebidas e uma pesquisa, ao final, foi realizada. O resultado instiga: 22% dos alunos vencedores acreditam estar escrevendo mais depois do concurso e 35% estão mais aplicados nos estudos. Qual seria a explicação para isso? "Uma delas é que o aluno foi encantado com a possibilidade de se pronunciar, de ter uma escrita autoral, e se viu reconhecido, capaz", explica Christine Fontelles, diretora de Educação e Cultura e Comunicação no Instituto Ecofuturo, organização não governamental mantida pelo Grupo Suzano.

É possível concluir que a criança estimulada a escrever regularmente tem mais chance de adquirir este hábito e escrever melhor? Um estudo divulgado este ano pelo Fundo Nacional de Alfabetização do Reino Unido, "The National Literancy Trust", mostrou que sim - assim como a criança que lê mais também apresenta melhor desempenho na leitura.

Jorge Miguel Marinho, escritor, roteirista e professor universitário de Literatura Brasileira, defende que, no fundo, todos querem escrever porque a escrita resulta de uma motivação natural de fazer com que a experiência individual de cada um se torne um meio de comunicação com o mundo. Só é preciso um incentivo, um empurrãozinho, que precisa vir, sobretudo, de pais e educadores. "Acredito que crianças, jovens e mesmo adultos que vivem com pessoas que valorizam e são entusiasmadas com o mundo dos livros e da escrita têm mais oportunidade de viver a sensibilidade das palavras enquanto leitores, escritores e até criadores e isto, mais do que um hábito, torna-se um componente absolutamente necessário e imprescindível para a vida", argumenta Marinho, que acaba de lançar o livro A convite das palavras: motivações para ler, escrever e criar.

A prática da escrita não deve ficar restrita a estudantes, nem tampouco aos que dominam a forma culta, como os escritores. "Escrever vai muito além das regras impostas por qualquer sistema teórico ou didático: é um modo privilegiado de se descobrir e desvelar humanamente a experiência imperdível de viver", complementa Jorge Marinho, com sabedoria.

Nos itens abaixo, Jorge Marinho, Roberto Pompeu de Toledo, Christine Fontelles, cientista social por formação, e Mary del Priore, historiadora e escritora, falam sobre a importância da escrita e dão motivos para qualquer cidadão escrever sempre. Confira! 

sábado, 30 de julho de 2011

Dez Sacizinhos - Tatiana Belinky

Sugestão de leitura com tema folclórico





































Retirado do blog: http://www.alemdogiz.com/

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Facebook, Twitter e YouTube: eles podem ser os melhores amigos dos seus estudos.


Facebook, Twitter e YouTube: eles podem ser os melhores amigos dos seus estudos.
Thiago Minami 
Uol Notícias


Se você considera Facebook, Twitter e YouTube companheiros só para a hora do lazer, está na hora de pensar diferente. Ferramentas como essas podem ser seus melhores amigos nos estudos, dizem especialistas de tecnologias da educação.
Quer escrever melhor? Conte com a ajuda de Twitter, Wikipédia e um blog. Treinar línguas estrangeiras? O Facebook pode dar uma bela mão. Entender melhor a reprodução das plantas gimnospermas? Talvez a resposta esteja lá no YouTube, entre todos aqueles vídeos de palhaçadas. São usos como esses e muitos outros que estão fazendo das ferramentas aliadas do aprendizado.

As novas tecnologias nos tornaram consumidores vorazes de informação. Ao mesmo tempo, nos deram instrumentos poderosos para nos comunicar com quantas pessoas quisermos. “Nesse processo, podemos aprender muito mais sobre nós mesmos e o mundo”, diz Will Richardson, em seu livro Blogs, wikis, podcasts and other powerful Web tools for classrooms (Ed. Corwin, sem tradução para o português).

Não caia em armadilhas
Mas para tirar o melhor proveito da internet sem cair em armadilhas, é preciso responsabilidade e um tanto de cuidado. Isso é verdade principalmente para os mais novos, que em muitos casos aprenderam sozinhos a se virar no mundo virtual sem ter um guia. “A escola precisa ajudá-los nisso, pois tem por função preparar os alunos para a vida. Essa função cabe também aos pais”, diz Marcos Telles, consultor da DynamicLab, empresa especializada no uso da tecnologia no ensino.
É preciso preparo para entender as consequências do que se faz na internet. Também é essencial ter em mente que nem toda informação é confiável. Isso vale para os adultos também, para protegerem a si próprios e desempenharem o papel de mediadores na hora de falar sobre o assunto com os pequenos.
“É um trabalho em parceria. Os jovens sabem mais sobre tecnologia, enquanto os mais velhos têm mais noção sobre os riscos envolvidos”, diz Valdenice Minatel, coordenadora do Departamento de Tecnologia Educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo (SP).


Fonte: INFORMATIVO ESPAÇO IN - terça, 05 de julho de 2011

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