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segunda-feira, 14 de março de 2011

Aula de leitura - Criando novas histórias

Essa é uma atividade que foge da rotina. As crianças estão acostumadas a ler a história e depois preencher uma ficha com os dados da mesma. Nessa atividade, elas terão que criar a partir do título ou apenas da capa do livro.

  • Separe um livro por grupo de três ou quatro crianças. Coloque o livro dentro de um saquinho transparente isolando a sinopse dele. A criança não deverá ter nenhum contato com a parte interna do livro.

  • Oriente os alunos a observar a gravura da capa. Questione o que estão vendo, os personagens, a paisagem, todos os elementos que aparecem.

  • Se os alunos forem alfabetizados, peça que escrevam a história a qual eles imaginam estar dentro do livro. Se a sua turma não for alfabetizada, escolha apenas um livro para a sala toda e escreva junto com eles as história imaginada por eles. Escreva essa história em papel kraft para deixá-la exposta.

  • Em seguida, solicite que eles abram e leiam o livro.

  • Conversem sobre a história comparando com a história imaginada por eles. Questione qual história eles gostaram mais. É muito comum eles gostarem mais da história criada por eles. Valorize sua criação.

  • Termine de preencher a ficha de leitura.

  • Para alunos não alfabetizados, ou em fase de alfabetização, utilize a ficha de leitura mais simples.



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Projeto Pedro Bandeira - A droga da obediência

Misteriosamente vários alunos dos melhores colégios da classe alta paulistana,desaparecem sem deixar pistas. É aí que entra em ação "Os karas", uma turma de adolescentes do colégio Elite, formada por Miguel, Calú, Crânio, Magrí e Chumbinho.
Eles decidem investigar por conta própria os desaparecimentos, já que a polícia não tem nenhuma pista. Depois de muita investigação, eles descobrem quem está por trás dos desaparecimentos: O terrível e paranóico doutor Q.I.
Esse cientista maluco está usando cobaias humanas para testar a sua descoberta; "A droga da obediência".
Essa droga torna as pessoas dóceis e obedientes, obedecendo à qualquer ordem sem questionar, podendo executar uma ordem até a exaustão total.
Mas, é claro que "Os karas" irão usar de toda a sua coragem, inteligência e perspicácia para desmascarar o doutor Q.I e salvar o mundo da sua loucura.
Essa empolgante história, além de prender à atenção do começo ao fim, também é uma sutil crítica à nossa sociedade. Afinal, quais são as "Drogas da obediência" da sociedade atual? Seriam os meios de comunicação de massa? Os modismos? A ditadura da beleza? Fica a pergunta...

Ficha de leitura





Projeto Pedro Bandeira - O mistério da fábrica de livros

Uma história que mostra o processo fascinante da produção de um livro junto com a emoção do primeiro amor de uma menina… Laurinha encontrara e agora via desfazer-se o seu primeiro amor. Um namoro inocente que havia sido registrado pela imagem de um coração entalhado a canivete no tronco de um eucalipto. Mas até o seu eucalipto tinha sido derrubado… Uma história vibrante e delicada, que entrelaça dois enredos: a história do amor de uma adolescente e-a história da produção de um livro, o único veículo capaz de eternizar todas as histórias de amor.

Ficha de leitura


Projeto Pedro Bandeira - O fantástico mistério de Feiurinha

A divertida história de Pedro Bandeira gira em torno de um grande mistério que agita todo o mundo do faz de conta: a Princesa Dona Feiurinha do Encantado tinha desaparecido do país das Fadas.

Outros personagens do reino, como Cinderela, Branca de Neve, Rapunzel e Chapeuzinho Vermelho, entre muitas outras, ficam com medo de que isto também aconteça com elas e decidem enviar um emissário ao Escritor para que ele possa decifrar o mistério.

O Escritor, de início cético diante do mensageiro, recebe a inesperada visita daqueles personagens das histórias de fadas que povoaram sua infância. Acaba se convencendo de que o mundo encantado e seus habitantes fazem parte da realidade, mesmo que esta realidade seja a da imaginação. Decide, então, ajudá-los a descobrir o que ocorreu com a Princesa Feiurinha.

Com auxílio de sua velha governanta Jerusa, ele recupera a história de Feiurinha e chega à conclusão de que ela desaparecera porque não tinha sido registrada por nenhum escritor. Portanto, a história não poderia sobreviver na imaginação infantil, nem mesmo na de qualquer leitor, porque sem o auxílio dos livros, dificilmente poderiam conhecê-la. Só alguém como Jerusa que ouviu a avó contá-la há mais de sessenta anos teria condições de se lembrar. O Escritor decide então recuperar a história da princesa desaparecida e registrá-la em livro.

Ficha de leitura


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A menina que brincava com as palavras

Por Fabiana Barboza

Autor: Fabiano dos Santos
Ilustrador: Daniel Diaz
Editora: Cortez


A menina que brincava com as palavras trata-se de uma deliciosa brincadeira literária de Fabiano dos Santos. É possível destacar na obra não apenas sua qualidade literária, mas a importância da literatura, já que o autor apresenta um texto cheio de encantamento por ela, incentivando o leitor a deliciar-se com as palavras, a mergulhar no fantástico mundo da literatura.

Esse mundo apresentado pelo autor no texto oferece uma conexão entre a imaginação e a realidade. Na verdade, a imaginação está presente todo o tempo na vida “real” da menina do texto, Ana. É por meio da forma como Ana vê a presença da literatura no mundo que o convite para o leitor entrar ou trazer literatura para sua vida é feito.

Outro aspecto importante explorado pelo autor é a necessidade de a literatura estar presente na vida não apenas das crianças letradas, mas de todas elas, inclusive na dos bebês. Presença que se faz pela contação de histórias e pelo contato das crianças pequenas com as imagens, os sons, os cheiros, enfim, pelo contato com o mundo que as cerca.

Também é possível explorar, a partir do texto, a ideia de que as palavras nos levam a mundos desconhecidos. Por meio delas, podemos entrar em contato com coisas novas. Essa parte do texto é bastante poética, já que o autor estabelece a relação entre as palavras e o nascimento dessas coisas novas para os leitores.

O texto ainda pontua a força que as palavras têm. Trata-se de apresentá-las como base para as histórias, as decisões, a forma de encarar os problemas existentes e também os sentimentos que surgem quando entramos em contato com os vocábulos presentes no mundo.

O autor foi muito feliz ao inserir no texto as possibilidades de trabalhar as palavras com as crianças que ainda não dominam a língua portuguesa, sobretudo quando apresenta as palavras que podem ser escritas a partir da palavra paralelepípedo, os significados que uma mesma palavra pode ter (como manga — de camisa ou a fruta —, folha — papel ou planta —, etc.) e a orientação espacial da leitura (quando fala em ler as palavras de trás para frente ou na frente do espelho). O interessante é que tais alternativas não estão didatizadas no texto, o autor conseguiu manter o encantamento literário também nesses trechos.

Está presente no texto o estímulo à ação de escrever. Tal ação também é apresentada de forma poética no livro, já que o autor estabelece uma conexão entre o silêncio e a contemplação de folhas de papel em branco. Da mesma forma, trata do ato de escrever como a ação de povoar o vazio com um poema.

É possível perceber a sincronia que existiu entre o autor e o ilustrador, a exemplo da ilustração que representa diversas palavras: palavra solta no ar — vento; palavra fisgada no anzol — peixe; palavra plantada no chão — flor; etc. O ilustrador Daniel Diaz manteve o equilíbrio entre a descrição, a imaginação e a poesia em suas ilustrações, o que torna ainda mais prazerosa a leitura da obra.
Enfim, A menina que brincava com as palavras é um livro bem estruturado e que deve ser trabalhado com crianças das mais variadas idades e (por que não?) com adultos que se encantam com o poder da literatura.





quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ficha de leitura

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